Ainda estou aqui e outras antíteses
A grande
sacada do filme são as suas antíteses. Como alguém que morreu ainda está aqui?
Fisicamente, não está, mesmo. Mas a memória da pessoa ainda está. É isso que o
filme busca preservar: o direito à memória do que aconteceu na ditadura
militar.
Como pode
alguém querer sorrir, publicamente, depois que seu marido morreu? Internamente,
a tristeza. Externamente, a felicidade de, apesar de você, ainda estarmos
unidos.
Por fim, o
filme é sobre o direito à memória, mas a protagonista está perdendo a sua pelo
mal do Alzheimer. É uma metáfora para a sociedade brasileira: estamos
esquecendo do nosso passado.
Ao mesmo
tempo, ela consegue se lembrar do seu marido quando ele aparece na TV. E, ao
final, se lembra de sorrir na foto. O sorriso simboliza a esperança. Para que
as pessoas se lembrem. Para que nunca mais se repita.
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