Territórios livres
O Território Livre do Largo de São Francisco foi criado durante a Revolução de 1930, como um espaço em que os estudantes poderiam se reunir para discutir questões políticas e sociais, contra a ditadura varguista. Na ditadura militar, a Carta aos Brasileiros foi construída e lida nesse espaço, para denunciar a opressão e pedir a volta da Democracia. Mais recentemente, em 2022, a Nova Carta aos Brasileiros também foi concebida nesse espaço, como um ato de resistência aos movimentos antidemocráticos.
Por isso, temos que preservar territórios livres: não só da Sanfran, como do ambiente acadêmico em geral. Mas
disso, qualquer franciscano já sabe. A minha ideia é expandir o conceito de
território livre para outros campos.
A cena Techno, principalmente a underground,
por exemplo, tem como objetivo a
liberdade das pessoas na pista. As pessoas conseguem se expressar na pista, da
forma que quiserem, sem julgamentos. Podem se vestir como quiserem. Podem ter
os seus corpos respeitados. Trata-se de um autêntico território livre, no campo
cultural.
A partir disso, uma das minhas
propostas é a introdução do conceito de territórios livres nas instituições totais –
estabelecimentos prisionais, casas de acolhimento institucional, em escolas. Não
há emancipação em espaços estéreis e fechados. Para não dizer que não falei das
flores: só se pode cultivar um belo jardim em um território livre e aberto.
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